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domingo, 24 de maio de 2026

Ombudsman da Folha

Enviado por Nairo Alméri - dom 24/05/2026 | 01h20
(Publicado no LinkedIn)
Em 2014, a frustração da torcida brasileira com a Seleção foi em solo
brasileiro - Crédito: Marcello Casal jr/Agência Brasil

"... a confiança do leitor já foi bastante abalada...".
Neste sábado (23), a analista de conteúdo da Folha SP, jornalista Alexandra Moraes, tratou a forma como o jornal aborda assuntos do futebol. É sofrível, na opinião dela. O trecho reproduzido é da útlima oração da sua análise. Pode, todavia, ser sacado do contexto e fixado nas paredes de todas as editorias. A mensagem, entretanto, não se aplica apenas à Folha, mas a todos jornais, revistas, rádios, TVs, sites, portais, blogs etc. do país. Neste período de eleições agridem mais ainda a 'confiança do leitor" as torcidas explícitas nas Redações por candidatos (da casa e/ou do jornalista titular do texto) no trato do factual. O comportamento fere princípios elementares do Jornalismo. 

sábado, 16 de maio de 2026

TÁ TUDO MUITO IGUAL

 Enviado por Nairo Alméri - sáb 16/05/2026 | às 13h00

(Publicado no LinkedIn)

Transformaram o release em repórter setorista no Planalto, Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal (STF). Como está, mais decente seria fundir jornais, rádios e TVs. Colocar a Agência Brasil como holding, controlada pelo Executivo (33,33%), Legislativo (33,33%) e Judiciário (33,33%). Dar logo uma figura jurídica ao atual grupão informal de notícias.

Leia AQUI sobre a República Corrupta

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A SUPREMA IMPRENSA DECIDIU

Enviado por Nairo Alméri - sex 20/02/2026 | às 15h16
Publicado no LinkedIn
A POLÍTICA ROTULADA

Os jornalistas, em geral e principalmente dos sistemas Globo, Folha, Estadão e Veja, impuzeram ao leitor que só deve se interessar por Política prisioneiro à rotulações. Algemados em guetos. Aboliram o olhar da Ciência Política para os grupos e partidos, substituídos pelos carimbos 'esquerda' e 'direita'. É, portanto, para se esquecer conhecimentos, como os da História da Filosofia e formação de quem ingressou na política e seus conceitos (ou ausência deles).

A postura das Redações (rádios, jornais e TVs) virou uma praga pela ignorância e favoreceu enlatados da política vadia. E claro, facilitou a fixação de par de asas em eternos espertalhões e velhacos da pobre (e podre) política partidária no Brasil.

Em segundo momento, a imprensa transferiu a rotulação para o campo da religião. Ficou assim: Igreja Católica, por sempre ter apoiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e a criação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, é 'esquerda'. As igrejas Evangélicas, com maioria contrária a Lula e ao PT, 'direita'.

Bem antes da Acadêmicos de Niterói e seus acidentados desfile (15/02/2026) e samba-enredo (“Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”), o nioticiário da Política já estava em "lata de conserva"!

Resumo da ópera: se, de repente, por exemplo, Editores e Diretores de Redação dos jornais baixarem quarentena para as expressões 'esquerda' e 'direita', terão de preencher páginas inteiras com receitas de bolos e poemas de Camões. O Estadão, na primeira metade da década dos anos 1970, se valeu muito disso, sempre que a Censura da ditadura militar proibia a publicação de determinadas notícias. Logo, logo, os (e)leitores entenderam o porquê.

- Imagem: estátua do "Pequeno Jornaleiro", na Av Rio Branco, no Rio de Janeiro - Crédito: Inventário dos Monumentos do RJ.

LEIA o ALÉM DO FATO: https://alemdofato.uai.com.br/author/nairoalmeri/

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