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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Black blocs (co)mandam - RELER


Enviado por Nairo Alméri – dom, 27-10-2013 | 0h19 - modificado às 8h25
Enviado por Nairo Alméri - sex, 10-10-2014 | às 22h38 - modificado

Evitar uma tragédia entre os manifestantes. Tem sido essa a justificativa dos comandos das Polícias Militares, de diversos estados, para a falta de operações diretas contra os vândalos mascarados. É até aceitável. Mas, passados quatro meses, os vândalos, black blocs, bandidos continuam no meio da multidão, quebrando, incendiando. Sexta-feira, em demonstração de que nada temem, eles lincharam um coronel comandante de batalhão PM, de São Paulo, e levaram sua arma. Fizeram isso em praça pública, de frente para as câmeras das tvs.
A surra no coronel fardado foi um recado aberto dos bandidos/black blocs à sociedade, de que nada os detém.
A justificativa para a incompetência das PMs está rota. O cristal da verdade é que suas obesas tropas estão despreparadas e incapazes de reverter desvantagens. E isso tem custado caro ao erário e ao patrimônio privado. A polícia (o Poder Público) está impotente e não devolve à sociedade, sequer, a glorificada “sensação de segurança”.
O linchamento ao coronel Reynaldo Simões Rossi - chefe do Comando de Policiamento de Área Metropolitana 1 (CPAM1) –, durante ataque dos vândalos/black blocs ao terminal de passageiros, na capital paulista, teria sido evitado com a elementar prática exibida dois dias antes por agentes da França: à paisana e infiltrados em manifestação, prenderam baderneiros.
No Congresso Nacional, se vê um apagão dos mandatos pelos parlamentares diante das badernas que infernizam a vida dos cidadãos. Desde junho, nenhuma comitiva parlamentar cruzou o país para se reunir com os comandos das forças estaduais de segurança. Já teriam feito isso, algumas dezenas de vezes, se o assunto interessasse às ONGs – de direitos humanos nas cadeias etc. Teriam fretado aviões para os passeios solidários. Querem até ir à Moscou (Rússia), entrevistar o ex-agente da CIA. Mas não vão a São Paulo, Rio, Curitiba, Porto Alegre, Belém etc.
Enquanto isso, os bandidos/black blocs se divertem, espalhando áreas de riscos. Mais uma surra em coronel da PM, eles implantarão o toque de recolher nos alambrados das sedes dos governos estaduais.

Nascimento da Petrobras

Enviado por Nairo Alméri – sex, 10/10/2014 | às 22h27
Em função do mar de lama que encobre a administração da companhia (estão aparecendo mazelas no período 2004-2012), nem a Diretoria Executiva, nem o Governo e nem o Congresso Nacional tirou partido do dia em que se comemora a data da criação da Petróleo Brasil S.A - Petrobras. Foi no dia 3 deste mês - dois antes das eleições. Lei N 2004. Seu surgimento foi o resultado da campanha, iniciada em 1946, "o petróleo é nosso" (do povo). Assim como o petróleo, o lucro deveria, também, no sonho dos criadores, ser para benefício do povo.

Três nomes
Poucos sabem, os três criadores dos estudos que deram origem à estatal, por escolha do presidente Getúlio Vargas, foram o mineiro Osório da Rocha Diniz (tive o prazer de entrevistá-lo algumas vezes, para o Jornal do Brasil; no jornal Diário do Comércio, escreveu vários artigos sobre a Bacia do São Francisco; dá a nome de rua em Belo Horizonte), Jesus Soares Pereira (morava em Petrópolis ou Teresópolis, no Rio - em 2008, foi inaugurada uma termelétrica com seu nome, em Mossoró, RN) e o baiano Rômulo Almeida Bitencourt (deu nome a termelétrica em Camaçari, BA).

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

É preciso amar a democracia

Enviado por Nairo Alméri - qui, 09.10.2014 |às 21h15

Democracia
É possível de se imaginar o quanto os povos de Cuba, Coreia do Norte, China, Irã, Rússia, Venezuela, Bolívia etc. gostariam de tê-la.

Ditadura 
No Brasil, passamos por elas. Lutamos para bani-las. E vencemos. Na última (1964-1985), lutaram alguns que estão hoje no poder, quem já esteve e quem nunca passou por lá. Foram alçados ao poder, sob aluz das liberdades, muitos que viveram aquele tempo tenebroso, mas que nunca moveram um só músculo para clamar o basta. Mas, depois, usufruíram e usufruem porque é assim na democracia.
É bom ter democracia. Ela é mais valiosa quando se respeita direitos da expressão alheia, e, em oposição, faz-se contraditório com nobreza, desprezando ofensas das palavras, mensagens caluniosas e montagens de imagens. 
Não se deve rotular pensamentos como de centro, de esquerda e de direita com único propósito covarde de condenar e levar adversários - principalmente das minorias - para o paredão. Na democracia, se combate com as armas ofertadas pelo Direito e pela Justiça. E a Justiça precisa ser plena, sem favores a pagar e devedora, tão-somente, da coletividade. Sem o binômio Direito-Justiça a democracia não respira.

Hegemonia 
Só há uma justificativa, então, para tanto ódio destilado nas redes sociais por aqueles que não aceitam o pensamento contrário, a alternância do poder, e, por isso, distorcem o jogo democrático: a obsessão pela hegemonia e da eternização de um só pensamento. Hegemonia é irmã a gêmea mais cristalina de uma ditadura. Ela chega travestida de democracia, até revelar o monstro califado interior. Na hegemonia, os tiranos dão vida aos calabouços, enquanto seus serviçais asseclas rapinam sonhos.
Amem mais a democracia, seus filhos e netos serão agradecidos! O JORNALISMO HONESTO também!

Jornalistas terceirizados na calúnia

Enviado por Nairo Alméri - qui, 09.10.2014 | às 21h
Há enorme equívoco, no Facebook, LinkedIn quanto ao direito à liberdade de expressão. Pessoas que "compartilham" calúnias, principalmente neste período eleitoral, e evocam a "liberdade de expressão", assegurada na Constituição, estão 100% equivocadas. Ao disseminar essas atitudes, elas assumem o abominável papel de terceirizadas na calúnia! E são tão caluniadoras quanto seus autores! É muito triste e vergonhoso ver jornalistas, em tese, com senso crítico acima da tangente mediana, aguerrido(a)s nessa militância, nesse radicalismo podre.

Joaquim Barbosa, Aécio Neves e .. .

Enviado Nairo Alméri - qui, 09/10/2014|às 14h44

Ministro Joaquim Barbosa, até recentemente presidente do STF, é destaque na agenda de encontros do senador Aécio Neves (PSDB), que concorre à Presidência da República, no round final das urnas, dia 26. Quem está próximo diz que o candidato corre contra o tempo, pois, entre outros, entraram na pauta dos entendimentos presidentes/diretores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),  Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC),  Escola Superior de Guerra (ESG), Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Instituto Aço Brasil (IABR), Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Sindicato Nacional da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Sociedade Rural do Brasil (SRB), Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), e outras duas dezenas.


Inflação Friboi; a fatura eleitoral

Enviado por Nairo Alméri - qui, 09.10.2014 | às 8h47 - modificado às 9h04 
Os jornais mostram a enorme alta nos preços da carne bovina no varejo - no balcão dos açougues. No geral, os textos mandam a conta para "São Pedro", que seria, em tese, o guarda-chave dos reservatórios de água nas nuvens, seguindo a balela dita pelo Governo e a mais desejável pelo empresariado do berro do boi. 
Mas um fato é incontestável: o comércio da carne, ou o agribusiness do matadouro, é quase um monopólio, no Brasil e mundo, do Grupo Friboi (ou Grupo JBS). E este conglomerado é líder absoluto (fatura R$ 93 bilhões por ano - R$ 29 bilhões no 2º trimestre deste ano), também, há alguns anos, em polpudas doações financeiras e materiais para candidatos de todas ideologias (até na esquerda da esquerda - ala que mais contesta) nos diversos partidos. O Friboi tem em sua carteira de candidatos a vereador até postulantes à cadeira do Palácio do Planalto. Esses 12,2% de inflação para carne, acumulada em 12 meses, o dobro da inflação (baixa) medida pelo Governo, pelo IPCA (no atacado, o boi gordo tinha encarecido 20%, em 2014, até 3 de julho - Portal DBO), tem origem: liberdade conquistada (comprada, fica mais adequado) com o custeio de candidaturas eleitorais. Quanto mais "poderoso" o candidato, ou com potencial para tal, mais milionária será a bolada (ou boiada no papel!) entregue pelo Friboi! Busquem nas listagens do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na distante Rondônia, o candidato a governador pelo PMDB (partido do vice de Dilma, Michel Temer, e principal aliado da base  do PT) levou R$ 2 milhões.
Mas os controladores desse negócio estão acobertados pelas leis, muitas pensadas, acolhidas e aprovadas no Congresso Nacional (Câmara e Senado) em investimentos futuros pessoais dos deputados e senadores e arredores (vereadores, prefeitos, governadores e presidente da República).

Melhor trocar Governo
E beira deboche o Governo mandar o consumidor trocar a carne por ovos, quando deveria atacar as causas do problema. Esse foi o recado que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mandou o secretário de Política Econômica, Márcio Holland, passar ao país - em plena decisão de campanha eleitoral para o mais alto cargo público do país. Há muito tempo que a solução é outra, senhor Mantega: não a troca do hábito alimentar, mas de Governo. E pelos resultados econômicos do país, bem abaixo das médias de outros grupos de países, o senhor deveria puxar a fila, pulando pela janela dos fundos!  

Desmoralizado no cargo
A verdade é que Mantega é ex-ministro, de fato, desde junho (só está gerando despesas para a União), quando a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) resolveu jogar para o eleitorado paulista, entregando, informalmente, o comando da economia para Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil. Mercadante. Este sempre quis a pasta. Agora, a mando da chefe, vai para a rua confrontar Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e "nomeado" ministro da Fazenda pelo senador Aécio Neves (PSDB), que disputa com Dilma o segundo turno para Presidência da República. Então, senhor Mantega, se deixar Brasília, ou do Brasil, por agora ninguém notará a sua falta.