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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Caixa da CCR

MERCADO DE CAPITAIS -

Enviado por Nairo Alméri – quin, 13.6.2013 | às 14h40 
A maior concessionária de rodovias do país, a CCR S/A, controlada pela Andrade Gutierrez, Camargo Correa, VBC Energia e capital estrangeiro (empresas de participação e fundos de investimento) aprovou, em abril, orçamento de capital da ordem de R$ 1,459 bilhão para este exercício. A decisão foi em AGO do Conselho de Administração. Porém, em função de sinais de mudanças na postura do Governo em relação aos cronogramas dos editais de privatização de mais rodovias federais, o caixa da companhia deverá ser reforçado.

Central States
Entre os fundos investidores na CCR está o Central States Southeast Southwest PE FD (Central Unidos Sudeste e Sudoeste Áreas Pension Fund Perfil da Empresa), com carteira de US$ 18 bilhões em ativos totais DB, do Deutsche Bank – um dos maiores bancos de investimentos do mundo. Trata-se de fundo multipatrocinado para caminhoneiros da metade oriental dos Estados Unidos.  Do total de ativos, 52% do patrimônio estão em ativos dos EUA DB.

Na DASA
O Central Unidos Sudeste e Sudoeste Áreas Pension Fund Perfil da Empresa também participa do capital social da Diagnósticos da América S/A (DASA), do segmento de análise clínica e diagnósticos, com sede em Barueri (SP). A empresa pagará, no próximo dia 20, R$ 20,502 milhões em dividendos aos acionistas – 25% do lucro líquido de 2012, de R$ 85,192 milhões. Para o financiamento do orçamento de capital, serão destinados R$ 60,430 milhões do resultado. À conta de reserva legal os acionistas destinaram R$ 4,259 milhões.  O caixa do orçamento para expansão orgânica, reformas e equipamentos de RDI, em 2013, receberá R$ 149,461 milhões, para tecnologia da informação (TI - modernização, desenvolvimento e manutenção), R$ 29,406 milhões, e, outros, R$ 21,131 milhões. A conta redonda será R$ 200 milhões,

John Deere
A conta de investimentos da DASA será fechada assim: R$ 60,430 milhões, do lucro líquido de 2012, e, R$ 139,569 milhões, do “caixa parcial” gerado durante o exercício. Entre os fundos de investimentos que participam no capital da companhia está John Deere Pension Trust (fundo de pensão fiduciário – recebe recursos dos patrões e empregados, destinados a pagamentos futuros aos empregados), cuja patrocinadora é a fabricante multinacional de máquinas e equipamentos agrícolas John Deere, com unidades no Brasil – Rio Grande do Sul, São Paulo (implantação) e Goiás. Esse fundo de pensão opera a John Deere Pension Confiança (plano de benefício definido), que financia aluguel e leasing de máquinas e equipamentos para construção, irrigação, drenagem, jardinagem etc. Suas vendas chegam a 500 mil equipamentos anuais (informação de 12/102012).

Regras de mercado (1)
Em 18 de maio de 2012, na AGE dos acionistas da Redcard S/A, convocada para deliberar sobre nova avaliação da empresa, como parte da oferta pública de aquisição de ações (OPA), dentro do ritual de cancelamento de registro de companhia executado pela controladora, Itaú Unibanco Holding S/A, a secretária dos trabalhos fez essa advertência aos presentes: “...que (i) segundo § 3º do art. 4-A da Lei nº 6.404/76, os acionistas que requererem a realização de nova avaliação e aqueles que votarem a seu favor deverão ressarcir a Companhia por todos os custos incorridos, caso o novo valor seja inferior ou igual ao valor inicial da oferta pública,...”.

Regras de mercado (2)
A ata da AGE da Redecard registrou 151 fundos pedindo nova avaliação. A avaliação contestada pelos minoritários foi entregue pelo N M Rothschild & Sons (Brasil), com “valor econômico” a variação entre R$ 34,18 e R$ 37,59 por ação. Um mês depois, o Credit Suisse (Brasil), contratado para nova avaliação, apresentou como “preço justo”, entre R$ 34,66 e R$ 38,12.

Regras de mercado (3)
O Itaú Unibanco, então, reiniciou o processo na Comissão de valores Mobiliários (CVM), mantendo a primeira oferta, de R$ 35. Em 5 de dezembro, o Conselho de Administração do banco, detentor de mais de 95% do total ações emitidas, referendou o  pedido à CVM de cancelamento do registro de companhia aberta da Redecard S/A. Para acionistas minoritários, de todas as companhias de capital aberto, ficou, ao menos, a lição: vale exigir dos majoritários contraprova das avalições das ações do capital nas OPA que promovem.

LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA -

Enviado por Nairo Alméri –quin, 13.6.2013 | às 14h40

Escrituração digital:oportunidades e riscos 
Por Luciano Alves da Costa, diretor geral da Pactum Consultoria Empresarial

Os avanços tecnológicos estão cada vez mais presentes na apuração de tributos. A cada ano são desenvolvidos sistemas capazes de realizar cruzamento de informações fiscais com os registros contábeis e financeiros dos contribuintes. Leia Mais

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Inovar-Auto

Enviado por Nairo Alméri – quar, 12.6.2013 | às 11h345
Logo mais, às 15h, no Senado, será realizada reunião de Comissão Mista (Câmara e Senado) para a discussão da Medida Provisória 612/13. Em áreas secundárias da Aduana, a MP reduz a zero alíquotas de PIS/Pasep e Cofins em indenizações e multa pecunária no “descumprimento” do      Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-auto).

SOS Mata Atlântica (1)
Na região dos condomínios fechados e das mineradoras de ferro, nos distritos de Piedade do Paraopeba, Casa Branca, Córrego do Feijão, Suzana, Aranha e Tejuco, todos do município de Brumadinho, os últimos vestígios de Mata Atlântica estão indo abaixo.

SOS Mata Atlântica (2)
A situação não é diferente em enormes áreas de Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro avistadas na subida ao Pico da Bandeira, dentro do Parque Nacional do Caparaó, na Serra do Caparaó.

Aeroporto de Confins (1)
Todos passageiros (turistas e não turistas), autoridades públicas, deputados, senadores, ministros de Estado, ONGs ambientais etc. que embarcam pelo aeroporto de Confins, em Confins (MG), enxergam que o DER-MG (de forma direta ou indireta) desmatou (Mata Atlântica) sem dó na margem direita da rodovia. Ninguém faz nada!

Aeroporto de Confins (2)
Em off, um engenheiro responsável por operadores dessas máquinas que arrastam e empurram tudo o que encontram pela frente, calculou em 20% a 30% o “avanço na área licenciada”.

Aeroporto de Confins (3)
O que se vê, a caminho de Confins, é um pedacinho do verdadeiro vale tudo pela Copa 2014, que espalha uma conta muito cara para o país nos gastos das verbas públicas (muita corrupção e superfaturamentos denunciados e não apurados). Enquanto isso, todos os dias, se assiste no noticiário que hospitais e postos de saúde públicos apodrecem e estão sem médicos; salários diminuídos nas folhas de professores da rede pública primária; áreas de preservação ambiental destruídas por empreiteiros, agricultores e pecuaristas gananciosos, e imunes à fiscalização de Ibama, IEFs, Fundações Estaduais Ambientais, ONGs ambientais e Promotorias Públicas.  

Aeroporto de Confins (4)
Os absurdos cometidos na esfera da responsabilidade das administrações públicas (federal, estaduais e municipais) têm, neste momento, um aliado de peso: ufanismo verde-e-amarelo que começa a ser pintado nas publicidades veiculadas pelas redes de televisão. Essa mídia anula o bom senso até de cidadãos de mente aberta. É uma campanha massificadora (chata e popularesca) que remete aos tempos das fases mais sangrenta e cruel da ditadura militar instalada pelo golpe de 1964: a do governo do general Emílio Garrastazu Médici. Médici patrocinou a música “Prá frente Brasil”, na Copa de 1970, e transformou em jingle político o trecho “90 milhões em ação, prá frente Brasil do meu coração ...”. Ela era tocada e cantada (quase que compulsoriamente) nas TV, rádios, shows, escolas e estádios. O mesmo general mandou espalhar adesivos (principalmente em veículos automotores) com o slogan “Brasil, ame-o ou deixe-o”, sugerindo a opositores da ditadura (aos que discutiam e lutavam pelo retorno da democracia) que buscassem o exílio.

Aeroporto de Confins (5)
O Brasil do vale tudo pela Copa 2014, não é demais repetir, deixará uma conta muito cara e vergonhosa para o país - sociedade e meio ambiente!

Blog
Na próxima semana (16 a 22 de junho), o blog não será atualizado todos os dias. Poderá ser interrompido a partir de 1º de julho.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Jack Welch e Guido Mantega


Enviado por Nairo Alméri – ter, 11.6.2013 | às 12h52 - correções em 12.06.2013 às 15h23

Citado nas melhores academias de Economia e Administração do planeta como o “gerente do século XX”, Jack Welch dirigiu Grupo General Electric (GE) de 1981 a 2001. Quando assumiu o posto de CEO, o conglomerado estava decadente e valia US$ 13 bilhões. Welch saiu olhando para o alto: acrescentara mais US$ 400 bilhões na GE.
Perguntar não ofende: qual o feito de Guido Mantega, gerente de tantos “PIBinhos”, para emplacar sua permanência em três administrações seguidas como ministro da Fazenda?


Enviado por Nairo Alméri – ter, 11.6.2013 | às 12h52

Por Bárbara Ladeia – Exame – 06.06.2013

A Merco, empresa de pesquisa europeia, aponta os executivos com melhor reputação no Brasil; Jorge Gerdau é o líder mais notável do país segundo o ranking. Leia Mais


Enviado por Nairo Alméri – ter, 11.6.2013 | às 12h52



O livro tem 533 páginas e 100 contos. Cada um, portanto, com uma média de pouco mais de 5 páginas. E ainda divididos em outros tantos microcapítulos. Recheados de diálogos. Por isso é incrível que, sendo tão pequeninhos, esses contos, ou crônicas, de Nelson Rodrigues, consigam se fechar num começo-meio-e-fim perfeito, com direito a personagens e tramas complexos, como se fossem romances. Leia Mais


Enviado por Nairo Alméri – ter, 11.6.2013 | às 12h52

A “Plurale em revista”, uma referência entre os periódicos focados em politicas e práticas empresariais sustentáveis e na defesa ambiental no país, está muito especial em sua edição Nº 35, maio/junho. A editora Sônia Araripe convida para a leitura de artigos inéditos, matérias especiais, ensaios de fotos exclusivas. Ela entrevistou o jornalista Washington Novaes – um pioneiro na categoria para questões ambientais. Novaes alerta para a gravidade do cenário atual, com problemas tão imediatos e urgentes como os do meio ambiente.
O leitor da “Plurale” encontrará nessa edição a reportagem de Marina Guedes, um gostoso passeio pela nova tendência em ecoturismo na Amazônia, o stand up paddle, que permite ao turista conhecer a beleza da região remando em grandes pranchas.  De Buenos Aires, a correspondente Aline Gatto Boueri conta as novidades de um site colaborativo que ajuda ciclistas a se locomover com segurança pelas vias da capital argentina. E, da terra do Tio Sam, Wilberto Lima Jr, baseado em Boston, descreve os "novos bilionários do bem" americanos.
No Rio de Janeiro, Nícia Ribas subiu o morro da Rocinha para conhecer o Projeto Educacional Gente, “completamente revolucionário”. A coluna Cinema Verde, de Isabel Capaverde, apresenta as novidades no segmento. “Plurale” mostra dois ensaios fotográficos de Luciana Tancredo e Isabella Araripe. Leia Aqui 

sábado, 8 de junho de 2013

Usiminas, bola da vez ?

Enviado por Nairo Alméri - sáb, 08.6.2013 | às 15h12

A cidade de Ipatinga, no Vale do Aço, em Minas Gerais, vive a perspectiva de um caos econômico (depois o social). É como se fosse um país na atual União Europeia. Isso logo depois das comemorações, em outubro passado, do cinquentenário da Usiminas. A siderúrgica responde, diretamente, por 60% da economia urbana do município - indiretamente chega a 85% - e tem o dedo na vida dos mais de 200 mil moradores em quase tudo. A usina, até recentemente e pouco antes do Grupo Techint, da Argentina, assumir o comando, era a maior do país no setor de aços planos na combinação produção e resultados econômicos. Mas o retrato atual, traçado pela revista "Exame", é para se esperar dias sombrios. O título da reportagem é: "Pânico em Ipatinga".

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Energia renovável

Enviado por Nairo Alméri - sex, 07.6.2013 | às 11h09

Ainda patina a implementação da Resolução 482/2012 da Aneel, que autoriza o ingresso nas redes da energia excedente gerada em residências e empresas produzida a partir das fontes renováveis, pelo sistema on-gride (conectado à rede). Ou seja: vender ao mercado as sobras, por exemplo, daquilo que for gerado a partir de estações de captação de energia solar (via células fotovoltaicas). A resolução também autoriza a geração pelo sistema off-grid, em locais onde não chegam as redes de energia elétrica. O Governo deverá criar um PAC para estimular empresas.

Stemac
Uma das líderes nacionais no segmento de fabricação de grupos geradores a diesel de energia elétrica, a empresa gaúcha Stemac completa 60 anos com mais de 60 mil sistemas comercializados.

Mais que aço
A metalúrgica Isoeste Metálica, de Anápolis (GO), distribuiu catálogo dentro da feira Construction Expo 2013, que será encerrada amanhã, em São Paulo, assegurando que o produto utilizado para perfis estruturais e estruturas de coberturas de residências e prédios, o aço “galvalume”, da CSN, é de “2 a 4 vezes superior em relação (comparação) ao aço galvanizado”. O revestimento desse aço combina zinco (43,5%), alumínio (55%) e silício (1,5%).

Tracbel
Em parceria coma Volvo, a empresa mineira Tracbel traz para o mercado nacional um simulador de treinamento para operadores de equipamentos pesados, que utiliza sistema gráfico em 3D de alta resolução e uma plataforma de movimentos elétricos. O equipamento, conforme material da Tracbel, é de última geração e chega ao Brasil por iniciativa sua. Nele são reproduzidas “dezenas de cenários e situações, além de transmitir as sensações de atrito e variações de terreno e inclinação para o operador”. 

Aprendizado
A Tracbel assegura que, sem o menor conhecimento de equipamentos pesados da construção, com 80 horas aula (80% prática no simulador, e 20% teórica) uma pessoa “estará apta a operar os equipamentos”. No caso de aperfeiçoamento e reciclagem, o curso é de 32 horas/aula. Os alunos receberão certificação e homologação da Tracbel.

Investimento
O CEO da Tracbel, Luiz Gustavo de Magalhães Pereira, diz a nota, estima investir, inicialmente, R$ 550 mil na implantação do simulador. Até o final de 2014, atingirá R$ 5 milhões.  A operação com os simuladores da Volvo ainda é um “projeto piloto” e a Tracbel figura entre os primeiros distribuidores da marca no mundo a ingressar no programa.

O Grupo
Fundada em 1967, a Tracbel é representante de montadoras de máquinas pesadas para construção e agricultura como a Volvo, Clark, Massey Ferguson, Tigercat, Precision Husky e SP Maskiner. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Política de consumo é erro


Enviado por Nairo Alméri - quin, 06.6.2013 | às 18h42

“É ilusão acharmos que poderemos crescer com excesso de consumo”. A frase é do diretor de Mário Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração,  e diretor do Grupo Equipamentos e Suprimentos da Construtora Andrade Gutierrez, ao apontar o equívoco do Governo, de promover uma política quase exclusivamente com foco na geração do consumo, via facilidades de crédito. Os dados oficiais apontam para o ingresso de 30 milhões de brasileiros na escala de consumo permanente.

O executivo da Andrade Gutierrez adverte que países vizinhos ao Brasil apresentam crescimentos no Produto Interno Bruto (PIB) bem acima. E advertiu para não se tornar inútil o tempo que país empenhou: “Nós perdemos 15 anos para arrumar a economia brasileira”.

Na construção de toda a América Latina e Caribe, o setor representado pela Sobratema (limitado ao Brasil) concentra 70% das máquinas da Linha Amarela (tratores, pás, retroescavadeiras e outros) para construção e mineração. Mas, num contrassenso, os investimentos do país em infraestrutura em geral estão em 2% do PIB. “Isso é ridículo”, classifica Mário Marques, diante de índices bem superiores em outros países, de 5% a 6%. Na China, 30%.

Carga Tributária
O diretor da Andrade Gutierrez aponta a carga tributária, juntamente com a educação e a burocracia, como o grande problema que o Brasil precisa resolver com urgência. Esses fatores, frisou, “oneram o produto e, junto com o câmbio praticado, tiram a competitividade do país”.

Confaz
O primeiro passo para se criar clima de discussão séria de reforma tributária, sugere Humberto Marques, seria o estabelecimento de um “pacto” federativo, uma vez que o ICMS é o maior imposto, seguido pelo PIS/Cofins. E que nada se resolve pelo caminho do Conselho Fazendário Nacional de Política Fazendária (Confaz) porque os interesses dos Estados são conflitantes, entre si e com a União.

Mudar cultura
O passo seguinte, sugere o diretor da Andrade Gutierrez, seria uma mudança de cultura tributária, tirando o peso do “processo produtivo” e transferindo para o consumo. Ainda do lado do Governo, a outra mudança, seria deter o fim do atual status quo na administração das receitas tributárias, no qual mais de 90% dos gastos do orçamento são definidos previamente, sobrando apenas 7% para investimentos.

Perda de tempo
“Você até compreende que estados menos desenvolvidos queiram dar mais incentivos fiscais (para atrair investimentos). Mas isso é um jogo de resultado zero. Quando um Estado dá um grande incentivo, ele não terá um balanço positivo de longo prazo. O Brasil precisaria ser repensado, discutir um grande pacto. Do jeito que estamos, com os partidos discutindo (a reforma tributária) sem interesse, não vamos resolver nada”, prevê o executivo.
Aço importado
Humberto Marques diz ter conhecimento de empresas de transformação de produtos siderúrgicos que estão importando chapas (planos) de aços da Alemanha. Estas com preços inferiores aos dos aços produzidos no Brasil. “Isso é uma distorção. O emaranhado tributário envolve muitos interesses dos estados, União e partidos políticos. Nós precisaríamos ter uma completa mudança”, enfatizou o executivo, em coletiva na Construction Expo 2013 - Feira Internacional de Edificações e Obras de Infraestrutura, aberta dia 5 e que será encerrada amanhã, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
Nairo Alméri viajou a convite da Sobratema

Partes do submarino francês

Enviado por Nairo Alméri - quin, 6.6.2013 | às 12h29 - modificado 01.2.2014 | às 11h36

Chegaram ao Brasil, na semana passada, duas seções do casco (S3 e S4) do primeiro submarino convencional com tecnologia fornecida pela França para o Prosub -Programa de Desenvolvimento de Submarinos, da classe S-Br, ainda com motor a propulsão convencional - a diesel. O programa inclui mais dois de mesma classe, e, um quarto com propulsão nuclear, o SN-Br. A montagem do primeiro (partes vindas da França) e a fabricação e montagem dos demais serão no Estaleiro e Base Naval (EBN), de Itaguaí (RJ)
Operação em 2018
O primeiro submarino S-Br será concluído em 2016. Cumprirá, etapa de testes por 18 meses. A previsão de entrega ao sistema operacional da Marinha é para 2018.
Nuclear em 2025
A partir de 2017, em intervalos de 18 meses, a Marinha receberá os outros dois submarinos convencionais. Em 2015, o EBN começará o desenvolvimento do primeiro submarino com propulsão nuclear. Este entrará em testes no mar e cais em 2022. Em 2025, após três anos de experimentação, será entregue à Marinha. 
O EBN
O Prosub foi viabilizado a partir de um convênio Brasil-França, em 2009,que assegura a transferência da tecnologia militar. O complexo denominado EBN é dividido em três plantas distintas, com um total de 750 mil m2 de edificações: Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), Base Naval e o Estaleiro. A UFEM, inaugurada em março, é onde começa a fabricação dos submarinos e que recebeu as duas seções embarcadas dia 14 de maio, em Cherbourg, na França.
Estaleiro e Base
O estaleiro da EBN ficará pronto em 2015. A Base, em 2016. Até 2017, a preços de maio, o Prosub consumira R$ 7,8 bilhões.

Segurança
O Prosub, conforme justificativa do Governo para sua aprovação, decorre da necessidade de assegurar a defesa dos 3,6 milhões de km2 do mar territorial brasileiro, por onde o país realiza 95% de seu comércio exterior e produz 88% da produção de petróleo.
A França
A escolha da França, depois de o país ter construído quatro submarinos convencionais (três classe Tupi e um Tikuna), na década de 1990, de acordo com o capitão-de-mar-e-guerra, da reserva, José Carlos Negreiros Lima, da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN), se deveu ao fato de  ter sido o único país, entre os cinco que dominam a tecnologia (Rússia, Estados Unidos, Inglaterra, França e China) no mundo, a concordar com a transferência total da tecnologia militar para o Brasil.
Construction Expo 2013
O oficial fez ontem, na sessão do Congresso da Construction Expo 2013 - Feira internacional de Edificações e Obras de Infraestrutura, realizada pela Sobratema - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, a palestra sobre o Prosub. A feira é realizada no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, e irá até sábado.
Odebrecht
A partir do acordo com a França, em 2009, a Marinha contratou a DCNS, empresa francesa e uma das líderes em construção naval, para executar o projeto da EBN. A brasileira Norberto Odebrecht, dentro do consórcio, responde pela construção das edificações.
Assimilação
A partir do acordo de 2009, o Brasil mandou para a França o primeiro grupo de 26 engenheiros, para o curso do projeto do submarino convencional, o S-Br. Depois, fizeram exercícios do projeto. Mais tarde, outros cinco engenheiros foram incorporados ao grupo, para o curso do submarino a propulsão nuclear (SN-Br).
Alteração
No segundo semestre de 2012, os engenheiros regressaram ao Brasil, e deram início ao projeto do submarino, na concepção do equipamento. No atual semestre, de acordo com o capitão Negreiros Lima, fizeram "uma melhoria" do projeto - alongamento de 5 metros, com aumento de peso, de 1.717 tonelada para 1.870 tonelada.
Projeto básico
A partir do segundo semestre, será iniciado o projeto básico, que se estenderá pelo prazo de 1,5 ano. "A partir daí (no segundo semestre de 2015), começará a construção e o detalhamento de tudo", pontua o oficial da Marinha. Nesse "tudo" estão o reator, sistemas de combate, propulsão, tripulação e máquinas de apoio.
500 engenheiros
Até o momento, o Prosub tem um grupo de 150 engenheiros envolvidos. Por volta de 2018, na fase de desenvolvimento, precisará de cerca de 500 engenheiros, militar e civis.
*Nairo Alméri é convidado da Sobratema